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Emicida reflete sobre diss no Rap e cita morte de Biggie e Tupac

Fotos: Reprodução/Internet

Emicida refletiu os trágicos fins ocasionados por diss no hip-hop e afirmou que o melhor caminho é a conversa.

Nas últimas semanas, um dos principais assuntos comentados no cenário do rap mundial é a troca de diss entre grandes nomes da cultura como Drake, Kendrick Lamar, A$AP Rocky, The Weeknd e Rick Ross.

Apesar de muito famosa e utilizada, tida como um dos maiores pilares do movimento hip-hop, os ataques em forma de música ainda causam diversos debates entre o público e os próprios artistas da cena. Diante disso, em sua mais recente participação no PodPah, Emicida comentou sobre o assunto.

“Movimenta, mano. Acho que sobretudo, na gringa, os caras fazem isso porque dá uma animada, fazia tempo que a gente não falava sobre a capacidade lírica dos rappers, né, mano… Entendeu? Então, acho que esse tipo de coisa acaba alimentando”, diz o rapper.

Fotos: Reprodução/Internet

Tendo surgido das batalhas de rimas e considerado um ícone dos freestyles, o artista paulista afirmou que esse tipo de música movimenta grandemente a indústria, principalmente internacionalmente, e que no Brasil não há algo parecido, visto que o debate é mais profundo.

“Acho que no Brasil não tem uma coisa parecida com essa não, mano. Aqui, o buraco é mais embaixo. Embora eu venha das batalhas, gosto muito de ver isso no contexto das batalhas, porque sei também que isso aí é um bagulho que não se desdobra para algo além daquilo”, conta o sócio fundador da produtora Laboratório Fantasma.

Na sequência, o autor de sucessos como “Levanta e Anda” e “Passarinhos” reflete o triste caso envolvendo Notorious B.I.G. e 2Pac, briga que englobou diss e terminou com a tráfica morte de ambas as estrelas do rap.

“Agora dois irmãos se xingando, sobretudo dois irmãos que não se conhecem ou se conhecem e não se respeitam, pode terminar de um jeito muito triste. A pior referência é o Biggie e o Tupac, que é a história mais famosa desse caso. Mas, mano, a gente sabe o tanto de fio desencapado que tem aí”, reflete.

Concluindo seu posicionamento, Emicida relata que atualmente enxerga a conversa como o melhor caminho. “É foda… Não é melhor trocar uma ideia? Dá um salve no mano? Já fiz isso [diss] algumas vezes, agora tô velho. Agora é só olhar e falar: gente, não faz isso não”, brinca ele.