Oreia elogia artistas de BH e diz que Rap é “conservador e machista” mas que vem mudando

Oreia ainda disse que ele e Hot são apenas dois brancos convidados no Rap.

Neste ano, a dupla Hot e Oreia liberou seu novo álbum. O projeto “Crianças Selvagens” conta com as participações de Black Alien, Caetano Veloso e Nelson Ned. Com disco fazendo grande sucesso, os artistas continuam a marcar sua presença entre os principais nomes do rap nacional com muito talento, originalidade e carisma.

Em uma nova entrevista no Flow Podcast, Hot e Oreia falaram sobre muitos assuntos e até revelaram a origem do nome do Djonga, que chegou ao DV Tribo ainda se chamando Gustavo.

Em outro ponto de destaque da conversa, Oreia refletiu sobre as origens do Rap no Brasil, afirmando que o movimento sempre foi “machista e conservador” mas que vem mudando nos últimos anos.

“O rap é conservador e machista. Sempre foi.”, começou Oreia. “Hoje em dia tá mudando. Não julgando e não criticando porque antigamente era outra época e o rap é um movimento que se criou numa violência, através da realidade no Brasil, então todo mundo era bravo mesmo e tinha que ser na época, sacou?”

Oreia então continuou que ele e Hot não podem falar nada, por que são convidados na cultura que foi criada pelos negros. “E quem é nós pra falar que não? Dois brancos convidados no Rap. O que a gente quer dizer é que hoje em dia vai mudar, tá mudando. Eles mesmos estão entendendo que não precisa disso.”

O rapper também elogiou muito a cena musical do Rap de Belo Horizonte: “Lá só sai MC diferente. O Djonga: o rapper Nº 1, ninguém é igual a ele, saiu de BH. Sidoka: é o trapper Nº 1 do Brasil, o que ele fez nenhum brasileiro nunca fez e nenhum gringo fez. Hot & Oreia: não existe nenhum igual. Clara Lima. Chris: o maior R&B.”

Confira o episodio completo abaixo.

 

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