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Justiça proíbe rapper Oruam de frequentar o Complexo do Alemão para continuar solto

Decisão judicial estabelece regras de circulação e restrições de horários para o artista carioca.

Por
Fellipe Santos
Publicitário, comunicador e criador do Rap Mais. Apaixonado por Hip Hop. Desde 2017, conecto estratégias de comunicação para registrar o Hip Hop nacional e internacional.
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A Justiça do Rio de Janeiro determinou uma série de restrições para Oruam após revogar a prisão preventiva do rapper nesta sexta-feira (1º).

Entre as principais medidas impostas pela juíza Tula Mello, da 3ª Vara Criminal, está a proibição de frequentar o Complexo do Alemão e outras áreas de risco marcadas por operações policiais.

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Além do veto à comunidade na Zona Norte do Rio, a determinação estabelece que Mauro deverá cumprir recolhimento domiciliar noturno, devendo permanecer em casa no período das 20h às 6h.

O artista também não poderá se ausentar da comarca por mais de sete dias sem autorização judicial.

A lista de obrigações exige ainda o comparecimento mensal ao cartório até o dia 10 de cada mês para informar e justificar suas atividades, a manutenção de endereço e telefone atualizados, e a proibição de aproximação (no mínimo 500 metros) ou contato com outros investigados no caso.

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Com a reformulação do processo, a acusação contra Oruam mudou. O rapper deixou de responder por tentativa de homicídio e agora responde por lesão corporal leve e dano ao patrimônio público.

Em declaração ao jornal O Globo, a advogada Flávia Froes explicou a alteração na situação jurídica: “Ele vai responder, mas agora sem prisão e sem a tentativa de homicídio”.

Nas redes sociais, a mãe do artista, Márcia Nepomuceno, comentou a decisão em publicação no Instagram.

“Esse tempo de deserto, tanto para mim quanto para os meus filhos e para toda a minha família, nos trouxe muitas lições. Nos fez amadurecer e crescer”, declarou.

Origem da investigação e desdobramentos

A ação criminal teve origem em um desentendimento em julho de 2025 na antiga casa do artista, no Joá, quando policiais civis cumpriam mandado de busca contra um adolescente. Durante a abordagem, uma viatura foi danificada. Oruam se entregou dias depois do ocorrido e cumpriu 50 dias de prisão em Bangu antes de obter liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica. No início deste ano, ele passou a ser considerado foragido por descumprir o monitoramento.

Na mesma decisão que definiu as cautelares para Oruam, a Justiça absolveu sumariamente outros três citados no processo, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos , autorizando a retirada dos equipamentos de monitoramento que utilizavam.

MARCADO:
Publicitário, comunicador e criador do Rap Mais. Apaixonado por Hip Hop. Desde 2017, conecto estratégias de comunicação para registrar o Hip Hop nacional e internacional.
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