O promotor distrital do Condado de Clark, Steve Wolfson, afirmou que Sean ‘Diddy’ Combs ainda pode responder judicialmente pelo assassinato de Tupac Shakur caso novas provas sejam descobertas.
Apesar da possibilidade jurídica, o Ministério Público enfatizou que, no momento, não existem evidências suficientes para formalizar qualquer acusação contra o empresário e produtor musical.
A declaração foi dada ao site TMZ logo após a condenação de Duane ‘Keefe D’ Davis, considerado culpado por um júri em Las Vegas por homicídio em primeiro grau com uso de arma de fogo.
O promotor esclareceu a posição das autoridades sobre outros possíveis envolvidos:
“Neste momento, não acreditamos ter evidências suficientes para acusar mais ninguém pela morte de Tupac Shakur. Mas, como em qualquer outro caso, se tivermos mais informações, mais evidências, podemos sempre considerar apresentar acusações adicionais”.
Durante o julgamento sobre o assassinato de Tupac Shakur, foram reproduzidos áudios de interrogatórios policiais de 2008 nos quais Keefe D alegava que Diddy teria oferecido US$ 1 milhão para emboscar Tupac e Marion ‘Suge’ Knight. As declarações antigas também ganharam repercussão após a família de Tupac contratar investigadores para apurar as alegações. Apesar disso, a promotoria reforçou que as falas isoladas de Davis não fornecem base jurídica confiável para indiciar Combs.
Pessoas próximas a Sean Combs negaram qualquer participação no episódio e rebateram as menções feitas no tribunal. Em declaração apurada originalmente pelo TMZ, fontes ligadas ao produtor reiteraram que ele “não teve absolutamente nada a ver com o assassinato de Tupac”, destacando que Diddy não efetuou disparos nem organizou o ataque.
Apontado pela acusação como o articulador que conseguiu a arma e organizou o carro de onde partiram os tiros em setembro de 1996, Keefe D foi condenado quase três décadas após o crime e pode pegar prisão perpétua.
A audiência de sentença foi marcada para 13 de outubro de 2026, perante a juíza Carli Kierny, enquanto a defesa do ex-membro de gangue confirmou que entrará com recurso.
