Kristina Khorram, que trabalhou por mais de uma década ao lado de Sean “Diddy” Combs como seu braço-direito e principal executiva de confiança, passou a atuar nos bastidores de “The R&B Tour”, a turnê conjunta de Usher e Chris Brown. A informação foi revelada pela Rolling Stone. O cargo exato e as atribuições dela na equipe dos shows não foram divulgados.
Procurado, um representante de Usher se recusou a comentar a contratação, enquanto a equipe de Khorram não respondeu aos contatos.
Ela não é a única pessoa do antigo círculo do executivo a prestar serviços para a produção: um cinegrafista que trabalhava em um documentário sobre Diddy antes da prisão dele em 2024 também se juntou à turnê, e um outro ex-assistente pessoal chegou a colaborar brevemente com o time de Usher antes de se desligar.
Citações no tribunal e situação jurídica
Durante as investigações e o processo contra Diddy, promotores federais chegaram a descrever Khorram como “agente e co-conspiradora”.
A promotoria alegou que ela auxiliava na coordenação de encontros de Combs com acompanhantes e teria participado de tentativas de obter gravações de segurança do hotel onde o empresário agrediu a cantora Cassie Ventura em 2016.
Apesar das menções no tribunal, Khorram nunca foi formalmente acusada ou indiciada por nenhum crime e não foi chamada para depor. Em declaração anterior divulgada pela imprensa norte-americana, ela negou veementemente qualquer envolvimento em irregularidades:
“A ideia de que eu possa ser acusada de ter um papel — ou mesmo de ser testemunha — no estupro de qualquer pessoa é algo que vai além de revoltante”.
No julgamento federal, Diddy foi absolvido das acusações de associação criminosa para extorsão e de tráfico sexual, mas acabou condenado por duas acusações de transporte para envolvimento em prostituição, cumprindo atualmente uma pena de 50 meses de prisão.
A proximidade entre Usher e Diddy é antiga e começou ainda na adolescência do cantor, que conviveu com a Bad Boy Records durante a produção do seu primeiro álbum, lançado em 1994.
No início de 2026, Usher afirmou à Forbes que não guardava impressões negativas sobre o produtor, ressaltando a relevância da trajetória de Combs para a música e para o empreendedorismo negro.
