Monark critica iFood e as redes sociais após fim de patrocínio ao Flow Podcast

capa monark

Em entrevista, Monark afirmou que há uma força para impedir a liberdade de expressão nas redes sociais

No fim do mês de Outubro, o apresentador do Flow Podcast, Monark, causou uma grande revolta nas redes sociais quando questionou em sua conta do Twitter se “ter uma opinião racista é crime?”. A pergunta veio depois dele escrever que ‘é a ação que faz o crime e não a opinião”, o apresentador foi respondido por um advogado e fez o questionamento que acabou gerando a polêmica.

Com a grande repercussão negativa de suas falas, duas marcas decidiram encerrar suas parcerias com o Flow. Conforme apontado pelo portal PropMark, na quarta-feira (27), a Trybe, que patrocinou alguns programas e mantinha uma relação mais pontual, explicou em um post que não compactua com declarações de “cunho homofóbico, racista ou que propague e normalize discursos de ódio”. Depois), o iFood, a marca mais citada na repercussão das declarações, também informou o encerramento da parceria, após analisar o caso profundamente ao longo dos últimos dias.

Reprodução

Nesta sexta-feira, 5, a rádio Jovem Pan recebeu Monark para uma entrevista. Falando sobre o caso, o podcaster afirmou não ter se incomodado com a perda de patrocinadores do programa, mas sim com a nota emitida para justificar a quebra de contrato.

“Não tem problema o iFood cancelar o patrocínio. Qualquer empresa que quiser cancelar, cancele. O problema foi a nota mentirosa lançada para o Brasil todo associando o Flow a racismo. Me rotulou, a gente está avaliando. Já sou visto como não quisto por uma galera da lacração, como já estou no alvo, eles já estavam esperando isso. Quando perceberam isso, chamaram toda a turma, causando uma comoção muito forte.”, disse Monark.

Monark, que chegou a pedir desculpas sobre seus comentários, ainda disse que as redes sociais são um espaço público, e que seus posicionamentos políticos são distorcidos para criar polêmicas de forma proposital. Para ele existe uma “força para impedir a liberdade de expressão” nas redes.

“Está havendo uma força para impedir que falemos, para colocar a regra do politicamente correto para ser aceito na sociedade. Os caras querem que eu não possa falar, a gente vai ser tolerante a isso? A gente cada vez mais tem que provocar esses caras. o Twitter não é de vocês, é da rede pública, é uma praça. A liberdade de expressão é uma das questões mais importantes da nossa época. Eles querem passar leis, criar ambientes e culturas para que o controle volte para eles. É isso que está acontecendo. Eu considero uma patrulha ideológica, pegaram algumas coisas e distorceram para criar uma polêmica. Transformam liberdade de expressão como se fosse racismo.”

A entrevista aconteceu no programa ‘Pânico’.

Sair da versão mobile