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Ludmilla é acusada de intolerância religiosa por imagens exibidas no telão em show no Coachella e responde

Foto: Reprodução/Instagram

Ludmilla afirmou que respeita as pessoas independentemente de religião, raça ou gênero.

Devido a uma imagem exibida no telão de seu show no Coachella no último domingo (21), Ludmilla vem sendo acusada de intolerância religiosa. “Só Jesus expulsa o Tranca Rua das pessoas”, diz um grafite em determinado momento da performance no festival norte-americano pelo segundo final de semana seguido, fazendo com que a cantora brasileira se tornasse alvo de críticas.

“Tranca Rua” é uma expressão que se refere a um agrupamento de entidades espirituais de religiões de matriz africana, como a Umbanda e Quimbanda. Através de seu perfil no X (antigo Twitter), a artista se defendeu e afirmou que a frase foi tirada de contexto.

“Quando eu disse que vocês teriam que se esforçar pra falar mal de mim, eu não achei que iriam tão longe”, ironizou Lud. “Hoje, tiraram do contexto uma das imagens do vídeo do telão do show em Rainha da Favela, que traz diversos registros de espaços e realidades a qual eu cresci e vivi por muitos anos, querendo reescrever o significado dele, e me colocando em uma posição que é completamente contrária à minha”, contou.

Foto: Reprodução/Instagram

Na sequência, a cantora explicou o conceito da faixa. “Rainha da Favela apresenta a minha favela; uma favela real, nua e crua, onde cresci, mas infelizmente se vive muitas mazelas: genocídio preto, violência policial, miséria, intolerância religiosa e tantas outras vivências de uma gente que supera obstáculos, que vive em adversidades, mas que não desiste”, relatou.

“Meu show começa com uma mensagem muito explícita, que não deixa dúvida sobre nada! Na sequência, apresento a realidade sobre a qual esse discurso precisa prevalecer! Sobre uma favela sem filtros, sem gourmetizações, sem representações caricatas, uma denúncia sobre o real”, afirma.

Prosseguindo, a artista reflete seu intuito. “Estou aqui pelo que é real e não essa versão vitrine importada para gringo achar que esse é um espaço que se reduz a funk, bunda e cerveja! Termino meu show com o céu tomado de pipas douradas, que representam a esperança que eu quero plantar no coração de todos que lidam com essa realidade!”, diz.

“Esse vídeo foi feito por uma fotógrafa e videomaker negra e periférica para que tivesse um olhar de dentro para fora! Não me coloquem nesse lugar, vocês sabem quem eu sou e de onde eu vim. Não tentem limitar para onde eu vou”, pediu.

Finalizando seu posicionamento, Ludmilla reforçou que respeita as pessoas independentemente de religião, raça ou gênero. “Respeito todas as pessoas como elas são, e independentemente de qualquer fé, raça, gênero, sexualidade ou qualquer particularidade de que façam elas únicas”, conclui.

Veja o pronunciamento no post abaixo: